Fundação Verde Herbert Daniel

CÓDIGO DE ÉTICA DO PARTIDO VERDE
(Minuta Proposta)

CAPÍTULO I

DA FINALIDADE

Artigo 1º - Este Código define os direitos e deveres éticos dos filiados ao Partido Verde (PV) e o papel das Comissões de Ética Nacional, Estaduais e Municipais, frente à postura ético-disciplinar do Partido.

CAPÍTULO II

DOS DIREITOS E DOS DEVERES

Art. 2° – São direitos dos filiados ao Partido Verde:

a) votar e ser votado nas reuniões dos órgãos partidários a que pertença;

b) poder integrar listas para eleição dos órgãos de direção partidária;

c) postular candidaturas a cargos eletivos, submetendo sua postulação à decisão da Convenção respectiva;

d) ocupar cargo na Administração Pública ao qual seja convocado pelo Partido;

e) participar das campanhas eleitorais dos candidatos indicados pelas instâncias partidárias;

f) participar de todos os eventos e atividades políticas promovidas pelo Partido;

g) opinar livremente, reclamar e representar, no âmbito das instâncias partidárias;

h) ter respeitada sua individualidade, privacidade e direitos individuais;

Art. 3° - São deveres éticos obrigatórios dos filiados ao Partido Verde:

a) respeitar e cumprir o Programa e o Estatuto do PV;

b) manter conduta pessoal, profissional, política e comunitária compatível com os princípios éticos e programáticos do Partido;

c) acatar as orientações e decisões tomadas democrática e legalmente pelas instâncias partidárias;

d) pagar a contribuição financeira mensal estabelecida no Estatuto do Partido;

e) preservar a boa imagem partidária, não contribuindo com ações, omissões ou declarações para prejudicar o nome ou a imagem do Partido e de suas instâncias diretivas;

f) manter, em sua vida pública e privada, postura em defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, da probidade administrativa e do respeito às origens étnicas e às opções sexuais e religiosas de grupos e cidadãos;

g) atender à disciplina e à fidelidade partidária dispostas na lei e no Estatuto do Partido;

h) cumprir as leis gerais do País, do Estado e do Município de sua atuação e, especificamente, as leis eleitorais e administrativas, quando na disputa ou exercício de mandato eletivo, bem como no exercício de cargo ou função pública;

i) primar pela boa convivência, urbanidade, respeito às diversidades, às liberdades de pensamento e expressão, no convívio com os seus correligionários;

j) ter compromisso com a Democracia, a Justiça Social, os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável e a cultura da paz e do entendimento entre os povos;

l) manter defesa intransigente do interesse nacional, da integridade territorial e das diversas manifestações culturais.

CAPÍTULO III

DAS INFRAÇÕES

Artigo 4° – Consideram-se infrações leves:

a) cometer infração primária aos deveres de disciplina;

b) incorrer em negligência ou omissão quanto aos deveres partidários;

c) criar tumultos, comprometendo a realização de eventos, reuniões, votações ou convenções promovidas pelo Partido ou por suas coligações partidárias;

d) inadimplir no dever de contribuição partidária pelo prazo de 3 (três) meses;

e) fazer declarações difamatórias contra o Partido ou seus membros;

f) utilizar-se, em suas manifestações e opiniões, de expressões de baixo calão ou atentatórias ao decoro dos locais públicos;

g) faltar, sem motivo justificado e por escrito, a 3 (três) reuniões sucessivas do Órgão Partidário de que fizer parte.

Artigo 5° - Consideram-se infrações intermediárias:

a) reincidir na prática de infrações leves;

b) ter conduta pessoal, profissional, política e comunitária incompatível com os princípios éticos e programáticos do Partido;

c) fazer declarações injuriosas contra o Partido ou seus membros;

d) inadimplir no dever de contribuição partidária pelo prazo de 6 meses;

e) criar ou estimular clima de rivalidade dentro do Partido, por meio de fofocas ou outros expedientes;

f) envolver-se, de maneira inequívoca, em escândalos de qualquer ordem que possam afetar negativamente a imagem do partido;

g) faltar, sem motivo justificado e por escrito, a 6 (seis) reuniões sucessivas do Órgão Partidário de que fizer parte.

Artigo 6° - Consideram-se infrações graves:

a) reincidir na prática de infrações intermediárias;

b) fazer declarações caluniosas contra o Partido ou seus membros;

c) inadimplir no dever de contribuição partidária pelo prazo de 9 meses;

d) envolver-se, de maneira inequívoca, em escândalos de qualquer ordem que possam afetar gravemente a imagem do partido;

e) tergiversar ou não dar correto cumprimento às orientações e decisões tomadas democrática e legalmente pelas instâncias partidárias;

f) ser condenado em qualquer casa parlamentar por falta de decoro;

g) faltar, sem motivo justificado e por escrito, a 9 (nove) reuniões sucessivas do Órgão Partidário de que fizer parte.

Artigo 7° - Consideram-se infrações gravíssimas:

a) reincidir na prática de infrações graves;

b) cometer gravíssima e notória violação do Estatuto, do Código de Ética, do Programa, das diretrizes do Partido ou ainda desrespeito às deliberações das instâncias partidárias, com sérios prejuízos à imagem e aos interesses do Partido;

c) praticar ou apoiar qualquer ato de violação aos direitos humanos, agressão ao meio ambiente e corrupção, bem como atitudes ou manifestações ofensivas ou discriminatórias à origem étnica ou às orientações sexual e religiosa de qualquer grupo ou cidadão;

d) praticar atos de infidelidade partidária, tais como fazer propaganda ou proselitismo em favor de candidato ou Partido adversário, bem como fazer acordos ou alianças contrárias à orientação partidária;

e) inadimplir no dever de contribuição partidária pelo prazo de 12 meses;

f) faltar, sem motivo justificado, por escrito, a 12 (doze) reuniões sucessivas do Órgão Partidário de que fizer parte;

g) envolver-se, de maneira inequívoca, em escândalos de qualquer ordem que possam trazer danos irreparáveis à imagem e aos interesses do Partido;

h) ser condenado, com trânsito em julgado, por improbidade administrativa, crime de responsabilidade ou qualquer ilícito penal passível de prisão.



Parágrafo Único – as infrações descritas nos arts. 4º a 7º, aplicam-se, no que couber, aos órgãos partidários, considerando-se também infrações desses órgãos as seguintes:

I – infrações graves – ameaças à integridade e à disciplina partidárias, problemas financeiros de difícil solução, criação de dificuldades no cumprimento de determinações ou diretrizes oriundas das instâncias superiores do Partido;

II – infrações gravíssimas – divergências graves e insanáveis com as direções superiores.

CAPÍTULO IV

DAS MEDIDAS DISCIPLINARES

Artigo 8° - Aos filiados do PV são aplicáveis as seguintes penas:

a) em caso de infração leve - advertência, cumulativamente com a suspensão do direito previsto no art. 2º, alínea “a” deste Código, por até 30 dias ou enquanto durar a pendência que motivou a aplicação da penalidade;

b) em caso de infração intermediária – suspensão dos direitos previstos no art. 2º, alíneas “a” a “d” deste Código, por até 6 meses ou enquanto durar a pendência que motivou a aplicação da penalidade;

c) em caso de infração grave - suspensão dos direitos previstos no art. 2º, alíneas “a” a “d” deste Código, por até 12 meses ou enquanto durar a pendência que motivou a aplicação da penalidade;

d) em caso de infração gravíssima - expulsão ou cancelamento de filiação.

Artigo 9° - Os órgãos partidários do PV estão sujeitos às seguintes penas:

a) em caso de infração leve – advertência;

b) em caso de infração intermediária – intervenção por até 30 dias.

c) em caso de infração grave – intervenção por prazo superior a 30 dias ou

enquanto durarem os fatos motivadores.

d) em caso de infração gravíssima - dissolução.

Artigo 10 - Os candidatos a cargos eletivos que, durante processo de campanha eleitoral, vierem a assumir compromissos, tomar posições ou fizer alianças ou acordos contrários às decisões partidárias ou conflitantes com o Programa e Estatutos do PV, serão alvo de processo sumário no Comissão de Ética respectiva, sendo os prazos processuais ordinários reduzidos pela metade.

§ 1º - É assegurado ao candidato que tenha incorrido na hipótese deste artigo, apresentação de defesa, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.

§ 2º - Constatadas as infrações supra, os candidatos poderão ser substituídos pelas Comissões Executivas "ad referendum" dos respectivos Conselhos.

CAPÍTULO V

DA COMISSÃO DE ÉTICA

Artigo 11 - Compete à Comissão de Ética, no âmbito de sua atuação, receber do órgão partidário que a convocou os casos ou processos relativos à conduta de filiados e órgãos partidários, emitindo, no prazo estipulado, parecer conclusivo sobre a matéria examinada, com proposta de aplicação de penalidade, quando for o caso, garantido aos interessados o amplo direito de defesa.

Artigo 12 – Cada Comissão de Ética se reunirá ordinariamente a cada trimestre, para discussões principiológicas e, extraordinariamente, sempre que convocada pela respectiva Comissão Executiva, seja por iniciativa própria, seja por requerimento escrito de, pelo menos, 10% dos filiados da instância a que se referir o fato motivador do requerimento.

Artigo 13 – O prazo a que e refere o art. 11, será de, no máximo, 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período, se devidamente justificado.

Seção I

Da organização

Artigo 14 - As Comissões de Ética serão compostas por um número ímpar de membros, escolhidos pela respectiva Comissão Executiva, tendo 3 componentes em nível municipal; de 3 a 5, em nível estadual; e de 5 a 7, em nível nacional.

Artigo 15 - Os membros das Comissões de Ética serão eleitos individualmente pelas respectivas Comissões Executivas, dentre pessoas com reputação ilibada, mediante candidaturas prévias ou por indicação coletiva.

Artigo 16 - O mandato das Comissões de Ética será 2 (dois) anos, prorrogáveis por igual período por deliberação da respectiva Comissão Executiva.

Artigo 17 - As Comissões de Ética terão um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário, escolhidos pelos seus membros titulares.

Artigo 18 - As Comissões de Ética deliberarão por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros.



Artigo 19 – Não havendo Comissão de Ética em determinada instância, em dado momento, suprirá o seu papel a Comissão de Ética da instância imediatamente superior.

Seção II

Do Processo Ético

Artigo 20 – Qualquer filiado ou órgão partidário poderá representar à Comissão Executiva competente, contra outro filiado ou órgão partidário, por atos, omissões ou declarações contrárias à legalidade, à ética, aos valores e diretrizes superiores, à disciplina e à imagem do Partido Verde, arcando com as conseqüências de suas afirmações.

Artigo 21 – Caso não haja recepção da Representação ou seu encaminhamento dentro do prazo de 8 dias, o interessado poderá representar ao órgão hierarquicamente superior e, sucessivamente, até a última instância, constituindo falta grave não dar curso às representações.

Artigo 22 – Caso algum membro da Comissão de Ética esteja impossibilitado, por razões justificadas, de participar integralmente dos trabalhos, a Comissão Executiva que a convocou nomeará tantos membros suplentes quantos forem necessários para dar curso regular ao processo.

§ 1º - A designação de suplentes poderá ocorrer em qualquer fase do processo, uma vez caracterizada a impossibilidade descrita no caput deste artigo.

§ 2º - É impedido de participar do processo qualquer membro que tenha interesse direto ou indireto no caso, aqui incluídos os processos relativos a parentes ou afins até terceiro grau.

§ 3° - A argüição de impedimento será feita pelo próprio membro ou por qualquer filiado ou órgão interessado.

§ 4º - O processo de ética será submetido à Comissão de Ética da instância hierarquicamente superior, sempre que houver conflito de interesses, risco de temor reverencial, de parcialidade, de suspeição ou impedimento não manifestos, e sempre que, verificada alguma dessa ocorrências, não for possível substituir os membros da referida Comissão ou convocar membros suplentes.

Artigo 23 - Após recebida a Representação pela Comissão de Ética, seu Presidente designará um Membro-Relator que abrirá o Processo de Ética e providenciará sua instrução.

§ 1º - Conhecidos os detalhes da Representação, os interessados e acusados serão convidados ou notificados, telefônica ou pessoalmente, com edital fixado na sede do Partido e na Justiça Eleitora, com antecedência mínima de 48 horas, para, no dia, hora e local determinados, prestarem suas informações e esclarecimentos, sob pena de presunção de que as acusações são verdadeiras.

§2º - Havendo recusa por parte do denunciado, de receber intimação, esta será feita por Edital, afixado na sede do Partido.

§3°, Para efeitos de intimação postal, prevalecerá o endereço constante dos arquivos do Partido, cabendo ao filiado a responsabilidade de mantê-lo atualizado.

§ 2º - Durante o processo, o Relator poderá solicitar juntada de documentos, ouvir testemunhas, fazer diligências, solicitar perícias e outros elementos de prova cabíveis.

§ 3º - Concluída instrução inicial, e havendo indícios de culpa, os acusados serão notificados, para, no prazo de 4 (quatro) dias, se desejarem, apresentar defesa escrita, que será juntada ao processo, examinada na instrução final e relatada no parecer conclusivo.

§ 4º - Em se tratando de Processo de Ética contra órgão partidário, os prazos constantes neste artigo serão contados em dobro.


Artigo 24 – Elaborado o Parecer Conclusivo, o processo será encaminhado à Comissão Executiva respectiva, assinado pelos membros, com a declaração fundamentada dos votos individuais, quando houver divergência de opinião.

Artigo 25 - Recebido o processo com parecer conclusivo, a Comissão Executiva pertinente convocará, para o prazo mínimo de 8 e máximo de 15 dias, a sessão de julgamento final do Relatório e Parecer Conclusivo da Comissão de Ética, dando ampla divulgação ao evento e comunicando-o por carta com Aviso de Recebimento ao acusado e aos membros da Comissão de Ética.

§ 1º - A convocação das Convenções Municipais, quando necessário, para julgamento de processos de ética, obedecerá aos seguintes critérios:

a) afixação de edital na sede do Partido e, na ausência desta, na sede da Justiça

Eleitoral ou em jornal de circulação local, onde conste local, data, horário e pauta, com

a antecedência mínima de 8 (oito) dias;

b) comunicação, por escrito, à Comissão Executiva Estadual no mesmo prazo.

§ 2º - A convocação das Convenções Estaduais e Nacional, com a mesma finalidade, será feita por escrito aos que tiverem direito a voto, com a antecedência mínima de 15 (quinze) dias.

§ 3º - a sessão de julgamento será processada por meio de leitura dos autos, pelo Relator da Comissão de Ética, manifestação oral do acusado e de outros interessados na matéria, se for o caso, e da votação aberta por parte dos membros do órgão partidário incumbido do julgamento.



§ 4º - será assegurado ao acusado o direito de defesa oral, por tempo não superior a 20 minutos, na sessão onde ocorrer o julgamento da matéria, sendo facultado aos membros do órgão de julgamento, bem como a outros interessados, estes no máximo de 3 (três), mediante prévia solicitação, o direito de fazer uso da palavra por tempo individual não superior a 5 minutos

Artigo 26 - os julgamentos dos Processos de Ética e a aplicação das penalidades cabíveis, conforme artigos 8º e 9º, dar-se-ão nas instâncias e formas seguintes:

I – Infrações leves – penalidades aplicadas pela Comissão Executiva pertinente, mediante homologação do Parecer Conclusivo da Comissão de Ética;

II – Infrações Intermediárias - penalidades aplicadas mediante julgamento pela Comissão Executiva pertinente, por deliberação da maioria absoluta dos seus membros; III – Infrações Graves - penalidades aplicadas mediante julgamento pelo Conselho pertinente, por deliberação da maioria absoluta dos seus membros;

IV - Infrações Gravíssimas - penalidades aplicadas mediante julgamento pela Convenção pertinente, por deliberação da maioria simples dos membros e delegados presentes, sendo que, para dissolução de órgãos partidários, é exigida maioria absoluta dos votantes.

Parágrafo único - Todas as decisões em processos de ética serão publicadas no Diário Oficial.

Artigo 27 - A definição da competência originária das Comissões de Ética, para processar filiados, dar-se-á da forma eu se segue:

I - Comissão de Ética Nacional se o acusado pertencer a algum órgão deste nível;

II - Comissão de Ética Estadual se o acusado pertencer a órgão Estadual;

III - Comissão de Ética Municipal se o acusado pertencer a órgão Municipal

Parágrafo Único - Se o filiado pertencer a Órgãos Partidários de mais de um nível, será competente para processá-lo a Comissão de Ética do nível hierarquicamente superior.

Seção III

Dos recursos

Artigo 28 – Das decisões em processos éticos contra filiados e órgãos partidários, em que não ocorra unanimidade de votos, cabe recurso, com o efeito apenas devolutivo, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da prolação, ao órgão hierarquicamente superior, sendo irrecorríveis, em grau de recurso, as decisões do Conselho Nacional.

§ 1º – Têm legitimidade para recorrer das decisões supra os interessados, bem como o número mínimo de 10% dos filiados da instância onde ocorreu o fato motivador, devidamente subscritos por requerimento.

§ 2º - Em caso de dissolução de órgão partidário ou expulsão de filiado, será promovido o cancelamento de seu registro ou de sua filiação, respectivamente, junto à Justiça Eleitoral.

§ 3º O recurso recebido será apreciado no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de nulidade do processo e responsabilidade dos que deram causa ao decurso de prazo, considerada como infração de nível igual ao da infração apontada no processo originário.

§ 4º - O julgamento dos recursos seguirá o mesmo procedimento dos processos originários.

Seção IV

Dos Prazos

Artigo 29 - Os prazos deste Código são em dias corridos, não se interrompendo aos
sábados, domingos e feriados.

Artigo 30 - Na omissão de prazos neste Código e no Estatuto Partidário, este será de 10 (dez) dias.

CAPÍTULO VI

DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 31. No prazo de até 30 (trinta) dias após a aprovação deste Código, as Comissões Executivas, caso ainda não tenham feito, deverão constituir suas respectivas Comissões de Ética, consoante arts. 14 a 16 deste Código.

Artigo 32 - Este Código de Ética foi aprovado na reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido Verde, em Natal – RN, em 05 de junho de 2009, de conformidade com os artigos 5º e 6º, 9º a 18, 72 e 73, 80 e 91 do Estatuto do Partido Verde e publicado no Diário Oficial da União de ___ / ___ / 2009.
Artigo 33 - Aplicam-se subsidiariamente ao presente Código os Princípios Gerais de Direito e o Código de Processo Civil.

Artigo 34 – Os casos omissos poderão ser supridos por instruções complementares da Comissão Executiva Nacional.

Artigo 35 - Este Código de Ética entra em vigor na data de sua publicação.

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Respostas a este tópico

Acrescentar um parágrafo ao artigo 23:

§ 5º Dentre as perícias requisitadas, a comissão de ética deve sempre deixar a detecção de mentiras à disposição do acusado, para que o mesmo possa provar sua inocência; repreendendo severamente os que se negarem ao exame.
O emprego da detecção de mentiras viria de encontro aos verdadeiros anseios de nosso povo, que não suporta mais ouvir falar de corrupção. É revoltante observar as dificuldades da população, sabendo que mais de 100 bilhões por ano são desviados de nossos cofres públicos por ação dos corruptos. Não podemos desprezar esse excelente instrumento de apuração da verdade, amplamente utilizado nas maiores empresas do mundo, e que hoje dispõe de precisão semelhante a exames grafotécnicos e textes de DNA.

Erguer essa bandeira significa sintonizar-se com o país inteiro. É preciso dar o exemplo e implantar o sistema primeiramente no partido, propondo levá-lo para todos os conselhos de ética, CPIs, e processos políticos do Brasil. O impacto na opinião pública seria imenso, poderíamos eleger a maior bancada no congresso, e vencer a eleição presidencial ainda no primeiro turno. Só depende de nós.
A DETECÇÃO DE MENTIRAS



É compreensível a dificuldade que se encontra para propor a adoção desse sistema dentro de um partido. Quem teria essa iniciativa? Como falaria a seus companheiros? Não poderiam ficar ofendidos? Realmente é complicado, são muitos amigos de confiança, que podem ficar indignados conosco. Muitos acharão um desaforo, que estão com medo de que pratiquem algo errado. Mas não é por aí. Quem pode erguer essa bandeira é justamente o partido mais repleto de austeridade, cuja moral de seus líderes seja indiscutível. Não se trata de um desconfiar do outro dentro do próprio partido, mas sim de querer racionalizar toda a administração do país, eliminando de vez sua corrupção.



Precisamos dar o exemplo, temos autonomia para estabelecer as regras de nosso código de ética. Basta acrescentar um parágrafo, dizendo que as comissões de ética sempre deverão oferecer a perícia da detecção de mentiras, para que os acusados possam provar sua inocência; repreendendo-os severamente quando se negarem a fazer o exame, algo muito simples. Existem empresas especializadas que prestam o serviço, e podem nos atender sempre que for preciso. A detecção por ressonância magnética atinge 97 % de certeza. Levando em conta outros indícios dentro de um processo, seria equivalente a um exame de DNA. Reparem que não há nenhum impedimento. Da mesma forma que qualquer pessoa pode solicitar um exame grafotécnico, de DNA, fotográfico, de vídeo, ou gravação de voz, em empresas especializadas, e receber um laudo conclusivo sobre o assunto; da mesma forma é possível solicitarmos uma perícia de detecção de mentiras. Além do que, não estaríamos mandando ninguém para a cadeia, isso é trabalho da Justiça. A nós cabe um julgamento político, como o que se fez com os réus do mensalão pelo Congresso; e temos toda a autonomia para decidir se nossos membros faltaram com a ética.



Devemos ter o máximo de zelo não apenas pela retidão de nossas condutas, mas também por toda a coletividade. Podemos ter verdadeiros heróis, ser o melhor e mais correto partido do mundo, mas dificilmente se ganha uma eleição com ampla maioria no congresso. As alianças se tornam obrigatórias, e a partir daí a corrupção passa a imperar. Portanto, devemos pensar em todo o conjunto do país, e sermos realistas, é impossível eliminar a corrupção através apenas da confiança pessoal. Não há com o que nos intimidarmos, não estaremos obrigando ninguém a nada, mas tão somente oferecendo os meios para que se defendam, cabendo ao acusado utilizá-los ou não. Obviamente que a comissão de ética é independente, e acabaria condenando todos os que se recusassem ao exame. Na prática, dificilmente tal teste seria usado, pois quando alguém tivesse alguma culpa, acabaria renunciando antes, abandonando suas funções, e devolvendo-as ao partido.



A partir do momento que for dado o exemplo por nós, isso soará como uma verdadeira bomba na opinião pública, que já está farta de ver nossos escândalos de corrupção. Esse caminho será facilmente visualizado como a eliminação definitiva da corrupção pelo população. O apelo será muito forte, e cairá rapidamente na boca do povo. Mesmo que outros partidos também adotem o compromisso, não terá o mesmo impacto de quem o adotou primeiro. Seremos um partido modelo, um exemplo. O resultado nas urnas deverá ser tão significativo, que há grandes chances de se vencer ainda no primeiro turno, com uma ampla maioria no congresso. Precisamos explorar esse momento político, onde nenhum candidato ainda se destacou expressivamente.



A origem das desigualdades e injustiças sociais está na corrupção dos governos, que recebem financiamento para suas campanhas justamente de quem mais acumula riquezas. A solução seria uma mobilização social exigindo que nossos governantes prestem contas de suas ações em DETECTORES DE MENTIRA; da mesma forma com que os altos executivos fazem para prestar contas às matrizes de suas empresas. Isso seria um gigantesco avanço na qualidade de nossa administração pública, onde todos teriam a ganhar. É claro que ninguém ficaria toda hora no polígrafo, apenas em casos que fossem parar no conselho de ética, CPIs, interpelações no Congresso, etc, onde todo um processo anterior seria necessário.
 


Nosso país receberia um impulso tão grande em seu desenvolvimento, que diante da globalização o destacaria ainda mais frente às outras nações. Seríamos administrados como uma grande empresa. A racionalização de nossos recursos seria tamanha, que em pouco tempo todas as crianças teriam um computador com internet na sala de aula. Elevaríamos exponencialmente a qualidade e o valor de nosso bem mais precioso, o capital humano. Com isso, nosso Brasil se tornaria o país mais competitivo em todas as áreas da economia, principalmente as desenvolvedoras de tecnologia; dando às nossas empresas uma vantagem jamais imaginável, frente a todos os desacertos que acumulamos em nossa história. 
 
 
 
Alguns talvez fiquem inquietos diante do NOVO, pois muitos estão mecanicamente engrenados no sistema atual, e comprometidos com sua manutenção. Porém, o aperfeiçoamento do Estado é uma coisa natural, decorrente da evolução humana. Ninguém mais poderá pensar na política como um negócio, onde se investe algum recurso, visando obter o máximo de lucro desse investimento. A política será repleta de austeridade, somente ingressará nela aqueles que se disponham a fazê-la sem corrupção. Senão, correrão o risco de perderem o cargo, e os recursos que investiram na candidatura.
 
 

Assim, aqueles que têm recursos para investir na política, mas querem fazer unicamente como um negócio, visando seu lucro, que é ilícito; deverão passar a aplicar seu capital no mercado de ações, onde estará protegido e remunerado; dando fôlego e estímulo às nossas empresas. Também poderá investir na abertura de seu próprio negócio, lembrando que o país será outro, com uma economia ainda mais saudável e dinâmica; inserido na globalização como um país de forte desenvolvimento tecnológico. Nestas condições, ninguém deixaria de investir nas empresas de tecnologia, para investir em corrupção política. É preciso lembrar da comodidade que terá como investidor, pois aqueles que estarão no governo, embora detentores do poder, serão obrigados a trabalhar austeramente,  e demonstrar-se-ão verdadeiros funcionários de seus eleitores como um todo, mas principalmente daqueles que comandam a locomotiva do país, os investidores.
 
 
Como vemos, todos sairão ganhando. A população receberá uma inimaginável elevação na qualidade do ensino, o que refletirá também em sua qualidade de vida. Os empresários contarão com uma administração facilitadora de negócios, pois é preciso gerar empregos, e esses devem ser de qualidade. Não haverá mais politicagem para beneficiar ilicitamente determinados setores da economia. Se os governantes fizerem algo errado, será feita uma investigação (CPI), e perderão o cargo quando passarem pela detecção de mentiras. Assim teremos a segurança em nossos investimentos, sem surpresas e irresponsabilidades. Seremos um Estado modelo. Os políticos e empresários corruptos, sem muita dificuldade, também conseguirão se adaptar ao NOVO, através das melhorias que surgirão após a racionalização desse Estado. Hoje é difícil imaginar, mas quando viesse esse novo Estado, nenhum investidor deixaria de investir na nossa economia, para investir na corrupção. 
 

 

Nosso país viveu por muitas décadas como uma colônia das nações desenvolvidas, o que podemos chamar de colonialismo da idade contemporânea. Essa situação chegou em seu auge com FHC:
 
 
 
“A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa da oposição é que a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.”
 
 
 
O neocolonialismo não dominava militarmente as colônias. As nações, mais ricas aliavam-se (compravam mesmo) a políticos locais, financiando-lhes suas campanhas. Tais políticos, por sua vez, acabavam fazendo apenas o que era de interesse de quem pagava a conta das campanhas (seus sócios). Assim, observávamos sempre a mesma receita, arrocho salarial, e desvalorização da moeda. Afinal, éramos governados para os exportadores (Mas quem são eles?). Quanto menor o salário, e mais desvalorizada a moeda, mais se exportava. Porém, o incrível é que a dívida externa, mesmo assim, só aumentava.
 
 
 
Depois de várias décadas, finalmente a oposição chega ao poder e declara nossa independência econômica. Na verdade isso não foi declarado, mas conquistado com o grande apoio popular, sem o qual nada poderia ser feito. Hoje os salários crescem, a moeda valoriza-se, e somos credores nas transações internacionais. Alguém poderia questionar: Mas como tudo isso foi possível? Realmente é inacreditável, hoje colhemos os frutos que plantamos ontem, quando deixamos de ser guiados por interesses estrangeiros, representados principalmente por nossa moeda forte. Com isso, atualmente somos nós, os brasileiros, que vamos ao exterior comprar empresas estrangeiras.
 
 
 
Porém, a política mundial é algo extremamente dinâmica. Ainda estamos comemorando nossas conquistas, enquanto surgem novos paradigmas, que precisam ser enfrentados. O maior deles, o aumento do consumo e a diminuição da oferta dos recursos naturais. Chegou a hora, se não tratarmos disso agora, amanhã choraremos pela estupidez de não tê-lo feito enquanto ainda era possível. É extremamente urgente a transformação de nosso sistema linear de produção, onde o fim da linha é o lixo; em um sistema circular, onde nada é desperdiçado. Mas como isso seria possível? O atual governo parece estar hipnotizado com seu sucesso econômico, sem apresentar nada de novo para a questão do meio ambiente, que possa evitar o desastre já visível adiante.
 
 
 
Precisamos de algo NOVO, de um governo de austeridade total, onde, como nas grandes empresas, seus integrantes prestem contas de seus atos monitorados por sistemas de DETECÇÃO DE MENTIRA. Somente assim haveria autoridade para alguém chegar à sociedade e dizer: Precisamos mudar tudo! Sim, será necessário uma completa reforma, a começar pelo sistema tributário, visando o desenvolvimento de tecnologias limpas. Devemos com urgência dotar de recursos o ministério do meio ambiente, com um dos maiores orçamentos do Estado.
 
 
 
De onde viriam esses recursos? Dos novos impostos, é preciso que paguemos por aquilo que poluímos. Um automóvel, por exemplo, deveria sair da fábrica com o cálculo de toda a poluição que produzirá por ano, e quanto dinheiro seria necessário para compensá-la. A fábrica, com um imposto adicional, e o consumidor, com um aumento no IPVA, pagariam a conta; e todos esses recursos adicionais seriam destinados ao ministério do meio ambiente, que não careceria mais de fiscalização, como vergonhosamente encontra-se hoje.
 
 
 
Da mesma forma os combustíveis fósseis, e demais atividades responsáveis pela degradação do planeta, também teriam que dar sua contribuição para recuperarmos o que foi destruído. Não se trata de parar com a destruição do planeta, mas sim de acabar com ela, e ainda por cima recuperar o que foi perdido. Quem teria autoridade para aplicar tais medidas? Sem autoridade, tudo não passa de ilusão, algo que jamais será realizado, uma UTOPIA. Sem parlamentares comprometidos com a verdade, que tenham sido eleitos para defendê-la, implantando tal sistema nos conselhos de ética, nenhuma medida passaria no congresso, e ficaríamos apenas nos debates improdutivos, que estamos acostumados a ver, com projetos importantes trancafiados a vários anos.
 
 
 
Dá pra imaginar o aumento de arrecadação que isso geraria. Esses recursos, seriam empregados na recuperação das matas, dos rios, da fauna, etc. E também para subsidiar e financiar o desenvolvimento de tecnologias limpas. Por exemplo, temos um setor da economia muito estratégico para o meio ambiente, o de aquecedores solar. Poderíamos utilizar os recursos dos impostos adicionais para subsidiar materiais, financiar e estimular as empresas do setor, e desenvolver novas tecnologias em nossas universidades. De forma que se torne mais barato ter um aquecedor solar em casa, do que utilizar a energia elétrica. Precisamos fazer com que esses aquecedores sejam vendidos em qualquer loja de ferragens e elétrica. Todos os processos industriais deveriam ter um plano de recuperação do lixo produzido, e quando não houvesse solução, a carga tributária deveria ser elevada, com o adicional levado diretamente ao ministério do meio ambiente.
 
 
 
A palavra chave do NOVO chama-se tecnologia, a qual absorverá boa parte da mão de obra que porventura diminuir na indústria. Os recursos captados com impostos deveriam ser em sua maior parte direcionados para o desenvolvimento científico. Os bens de consumo precisariam de nova legislação, um automóvel, por exemplo, deveria ter garantia de pelo menos 20 anos. Uma impressora, um fax, ou produtos similares, 10 anos. A qualidade dos produtos precisa aumentar, e a chave para isso é o desenvolvimento tecnológico. Se hoje nossa impressora dura 2 anos, ela precisa ser produzida 5 vezes em 10 anos; consumindo igualmente 5 vezes mais recursos da natureza.
 
 
 
Se investirmos em tecnologia para melhorar a qualidade de nossos produtos, amanhã seremos exportadores de conhecimento tecnológico. O produto durará mais, mas também custará mais caro. A vantagem está na economia de recursos naturais, e na valorização do capital humano desenvolvedor dessas novas tecnologias. Podem se falar em perdas de empregos nas fábricas. Porém, as assistências técnicas precisariam se multiplicar e capacitar, absorvendo com folga os empregos reduzidos pela indústria. É uma questão de economizar os recursos naturais já escassos.
 
 
 
Mas quem teria uma autoridade dessas? De onde viria a moral para impor tais medidas amargas e preocupantes à sociedade? Quem poderia ser confiável para dirigir um processo de ampla reestruturação industrial, onde tanto os empregos, quanto as empresas, precisariam ser muito bem protegidos? Quem convenceria os grandes poluidores a se tornar desenvolvedores de tecnologias limpas através de subsídios? Como se vê, tudo passa por um governo exemplar, onde a austeridade é fundamental. Precisamos dar o exemplo, se quisermos cobrar da sociedade. O que temos pela frente não será possível sem a participação de todos.
 
 
 
Cada cidadão, cada empresa, terá que dar sua cota de sacrifício; mas também terá o direito de cobrar do governo a certeza absoluta de que seu suor não está sendo jogado no lixo. Nesse novo governo não haverá lugar para a corrupção, os corruptos que se mudem, que vão para a iniciativa privada, lá onde tudo o que se persegue é o lucro. A racionalização da administração imporá isso, é preciso que cada qual fique em seu lugar. Quem quer apenas o lucro, vai ser investidor; e quem quer lutar pelo progresso do país, ingressará na política. É claro que disparidades precisam ser corrigidas. Hoje, por exemplo, temos alguns cargos públicos que o sujeito exerce mais pelo patriotismo, pois se estivesse na iniciativa privada, estaria ganhando bem mais. É preciso também valorizar todo o funcionalismo público, para que nós, como sociedade, possamos lhes cobrar e exigir a retidão de seus atos. Enfim, ou mudamos, ou nos aniquilamos.



Falar é muito fácil, muitos imaginam que somos alarmistas utópicos, pois o papel e o teclado aceitam tudo. Quem garante que o que dizemos é real? Bem, vamos então aos números:
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http://www.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/patrimonio-publ...
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Estimativas feitas pelos órgãos de fiscalização somente com base nos recursos movimentados pelas prefeituras (cerca de R$ 120 bilhões, ao ano) indicam índice próximo de 25% de desvios, em áreas como saúde e educação. Só para comparar: o Bolsa Família (gasto em 2008 de R$ 10,3 bilhões); Orçamento da União na área de saúde em 2008 (R$ 49 bilhões).  A redução de apenas 10% no nível de corrupção no país aumentaria em 50% a renda per capita dos brasileiros, dentro de 25 anos (FGV).

Não sou eu quem está dizendo, são instituições de respeito, especialistas no assunto. Reparem que somente nas prefeituras estima-se que sejam desviados cerca de R$ 30 bilhões por ano em desvios de verba. Como isso aqui não é nenhum trabalho de graduação, vamos tomar a grosso modo que nos governos estaduais e federal, cada um desvie mais 30 bi. Isso daria 90 bilhões por ano. Só que o prejuízo não pára por aí, quando se desvia os recursos de uma escola, por exemplo; há uma redução na qualidade de ensino da mesma, e isso gerará prejuízos financeiros também, os quais não estão computados nos cálculos acima. Da mesma forma, quando desvia-se as verbas atrasando a construção de uma hidroelétrica, o prejuízo não ficou apenas no desviou, o atraso da obra tem reflexos imensos nesse prejuízo, e assim por diante. Vamos então arredondá-los para 100 bilhões por ano, numa conta muito benevolente aos corruptos.

Imaginem agora todo esse dinheiro sendo empregado no desenvolvimento de novas tecnologias limpas. Não podemos esquecer que o mundo não tem outro caminho, mais cedo ou mais tarde elas serão exigência em todo o processo produtivo. Se quisermos exportar algo, teremos de dominar esse know how, sob pena de esbarrar em barreiras técnicas e burocráticas para importação nos outros países. Quem sair na frente nessa investida, conseguirá uma vantagem inigualável em nosso mundo globalizado. Seria algo semelhante aos nossos empresários que deixaram de andar a reboque dos países desenvolvidos, e tornaram-se independentes. Hoje estão comprando praticamente toda a América do Sul. Nossas empresas são imbatíveis nesse território, anteriormente dominado pelos americanos. O futuro que nos espera é esse, isso se existir futuro. Porque se errarmos o caminho, provavelmente não teremos como consertar. É como se fosse um avião chegando naquele ponto em que o combustível não dá mais para voltar, ou chega-se onde é preciso, ou cai. Assim ocorre conosco. Embora muitos estejam tranquilos e despreocupados. Afinal, as autoridades dizem que tudo está sob controle. Porém, se for o mesmo controle que tinham da economia antes da crise econômica, não é muito difícil imaginar aonde chegaremos.

Parece não ser difícil chegar a uma solução conciliadora. Afinal, as novas exigências tecnológicas são inevitáveis, os desvios de verbas pela corrupção são o único meio para financiar a solução do problema, a detecção de mentiras é o único meio para assegurar uma redução eficiente da corrupção, e todos sairão ganhando com isso. Mesmo os corruptos, eles não terão do que se queixar, primeiro porque a detecção de mentiras jamais poderá retroagir, isso seria um absurdo. Assim, ganham anistia total do que já fizeram de errado. Depois, porque esses corruptos já estão nadando em dinheiro, e corrupto mais novo não tem muito o que opinar. E também, porque quem pode e deve ser beneficiado com os subsídios às novas tecnologias são os próprios corruptos de hoje, pois são eles que têm iniciativa, maior influência no Estado, maiores recursos para investir, e isso não acabará da noite para o dia.

É preciso desenvolver tecnologia em nossas universidades e transferi-la automaticamente e sem custo para nossas empresas, coisa que pouco se tem feito. Não há explicação para o que acontece no país, temos os alunos das universidades federais, verdadeiros gênios, os professores altamente capacitados, a necessidade de se criar tecnologia, os recursos entregues às universidades para isso; e quando uma empresa nacional tem uma idéia e quer desenvolvê-la, não consegue apoio de nenhuma universidade pública. Esse apoio é que deveria ser não apenas incentivado, mas sim cobrado, e precisaria ser de graça, ou no máximo a preço de custo; pois já recebem a verba para pesquisa.

Por último, o fato de alguém ser corrupto não significa que seja tolo, muito pelo contrário; e todos eles já perceberam a gravidade em que se encontra o país e o mundo. Os corruptos são na verdade pessoas inteligentíssimas, cujas qualidades não podem ser desprezadas; comparáveis às crianças arteiras, que necessitam de normas rígidas e muita atividade, senão a casa vira uma bagunça. Assim, será muito mais vantajoso liderar o processo de mudanças, exigindo e cobrando de nossos governantes o que lhes é de direito, como se tais dirigentes fossem seus próprios funcionários, que de fato devem ser. Isso é o que se pode chamar de racionalismo econômico, pois não se pode misturar as coisas. Político é político, investidor é investidor, e corrupto não existe. Senão, o avião vai cair...


Quem trabalha com dinheiro público tem muita responsabilidade, e deve prestar contas de quaisquer dúvidas em detectores de mentira. Existem detectores de voz, polígrafos, e a ressonância magnética. Essa última, parece coisa de ficção científica. Não estamos discutindo aqui a funcionalidade e precisão do sistema, mas sim o seu sucesso na administração privada, que deve ser trazido para a administração pública. Se a Justiça daqui não aceitar como prova (Nos EUA e na Índia já é aceito), pouco importa, o político apenas não irá pra cadeia. E nem é essa a intenção, o que queremos é preservar o bem maior, aquilo que não tem preço, a sociedade.

Se recair qualquer suspeita sobre um político, ele deve esclarecer no detector, se houver dúvida para uma das partes, passa-se ao polígrafo e à ressonância. Se ainda houver dúvidas, perde o cargo. A sociedade não pode pagar pela dúvida. E não
pode haver reclamação, pois quando ingressasse na política, o sujeito já saberia do risco que estaria correndo. Isso criaria novos hábitos, como existe na iniciativa privada, onde ninguém pode nem ouvir falar na palavra corrupção. Lá, a corrupção é sinônimo de perda do emprego. Dessa forma, os políticos ficariam a quilômetros de distância dela, para não correr o risco de ser levantada alguma suspeita sobre eles. Isso é o NOVO, isso é o que fará a diferença.



O conflito de classes é uma questão delicadíssima. Primeiro devemos analisá-la focando a população em geral. O ser humano não é igual ao gado, que se você separar o rebanho em duas fazendas, depois de anos eles ainda permanecerão iguais. As pessoas são muito diferentes umas das outras, isso é uma questão íntima de cada um, nem todos têm o mesmo desenvolvimento moral, cultural, e de aprendizado. Creio que ninguém consiga corrigir isso por decreto, dizendo que agora somos todos iguais; essa sim seria uma violência contra a sociedade e a natureza humana. A igualdade social deve ser algo idealizado, uma meta para ser atingida, algo que deve ser encarado com muita seriedade por todos nós. Porque quando fracassamos, nós mesmos somos prejudicados. Hoje a marginalidade está ao nosso lado, e vivemos presos em nossas próprias casas.

A Justiça social jamais virá por decreto, não se pode impor à força que as pessoas evoluam e se tornem completos cidadãos. A chave está em certas qualidades de nossas ações onde destaco a SERIEDADE e a AUSTERIDADE (Somente possível com a detecção de mentiras). Precisamos oferecer igualdade de oportunidades para todas as pessoas, esse é o segredo; onde os maiores esforços devem se concentrar no sistema de ensino, na escola. O exemplo deve vir dos EUA, onde se investe muito mais na educação das áreas mais atrasadas, para que lá na frente, num processo natural, as diferenças desapareçam. A escola é onde a criança recebe as bases para seu desenvolvimento, mesmo que venha de um lar desagregado, se tiver condições de se alimentar, praticar esportes, e um estímulo para o aprendizado, ela superará suas condições sociais, elevando seu nível de desenvolvimento e de seus descendentes. É para essas pessoas que precisamos direcionar nossa atenção, mas não pode ser da boca pra fora, pois é algo muito sério. Aí surge um grave problema, pois se todos os candidatos se comprometem com isso. Porque nunca deram a devida atenção ao ensino? Se monitorássemos seus discursos com a detecção de mentiras, não teríamos mais segurança quando votarmos?


Como vê, tudo está em nossas mãos. Sem a racionalização da administração pública, jamais teremos como cobrar e fiscalizar o cumprimento do que foi dito no processo eleitoral. É aquela história de assinar o cheque em branco, sem direito a ver o extrato. Não há o que discutir, não existe outro caminho. Se não conseguirmos a mobilização do povo, exigindo de seus candidatos a apuração da verdade, o país e o mundo continuarão afundados neste sistema falido, o qual nos levará para um caminho sombrio e sem retorno.


A outra questão é com relação ao grande capital, às empresas. Sem elas, seria impossível atender a demanda de toda a população do planeta. Temos muito a aprender com sua administração, e não podemos desrespeitar a contribuição que trouxeram para todos. O caminho sempre deve ser o de equilíbrio, não adianta apenas criticar, é preciso elogiar o que há de bom.


Não podemos esquecer que ninguém planejou destruir o planeta, isso não foi feito de propósito. E também que a maioria das pessoas estão preocupadas com a questão, e cientes de suas responsabilidades. Também precisamos lembrar que a população humana aumentaria com ou sem essas empresas, e se não fosse por elas, não seria possível atender à demanda de toda a população, que estaria na mais profunda miséria, e envolvida em todo tipo de conflito (O mundo seria um inferno). Por outro lado, precisamos alterar o ciclo linear de produção, passando para o ciclo circular onde tudo é reciclado. Além do que, devemos elevar a qualidade dos produtos, e principalmente sua durabilidade. O tempo do desperdício e do consumismo desenfreado precisa chegar ao fim. Mas como coordenar todo um processo desses? Uma questão tão delicada somente seria possível para todos os lados se houvesse uma ampla apuração da verdade.


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Se não tivermos respostas para os problemas que virão, não teremos tempo para buscar qualquer saída. Já é sabido que no ritmo atual de crescimento da Índia, China, e Brasil os recursos naturais não serão suficientes para a demanda. Imaginem o tamanho da crise que isso pode provocar; e mais, a tentação e a proximidade que estão alguns países dos recursos naturais da África e do Oriente Médio. Um governo não democrático entrando em colapso é totalmente imprevisível. Podem achar que por possuir uma população maior, tenham "legítimo" direito a mais espaço e recursos naturais. Se alguém ainda por cima der um empurrãozinho, provocando algum conflito por perto, que os incomode, já terão até o pretexto para a guerra.



Infelizmente essa não é uma situação hipotética, é um fato comprovado, que mais cedo ou mais tarde enfrentaremos. E quando chegar a hora, precisamos ter as respostas. Não vejo saída, sem que muito antes do colapso de nossos recursos naturais, nós já estejamos com a administração completamente racionalizada, e em transição para o novo sistema produtivo. Não tenham dúvidas de que isso será contagioso, e a maior parte dos países também adotará o sistema. Dessa forma será possível evitar o pior, como se construíssemos uma grande almofada para aliviar a queda da produção principalmente na China. Com novas exigências de qualidade e durabilidade, as exportações dos três países despencariam, reduzindo o ritmo de seu crescimento, e aliviando as pressões sobre as demandas. Isso os obrigaria a repensar todo o processo produtivo e se adequar à nova situação sem precisar chegar ao extremo.



Parece incrível, mas hoje todos comemoram quando a China apresenta maiores índices de expansão econômica. Infelizmente estamos pensando apenas no amanhã, e esquecendo do depois de amanhã e suas consequências. Aí está pintado todo o cenário mais sinistro que poderíamos imaginar, onde somente a drástica redução da produção, e a busca de um novo modelo de desenvolvimento auto sustentado, podem trazer equilíbrio às relações internacionais. E não resta a menor dúvida de que tudo isso passa pela adoção de medidas racionalizadoras de nossa administração, com a implantação do processo de detecção de mentira.


Não se trata de penalizar esse ou aquele país, todos sem distinção precisam reduzir sua produção através de maior agregamento tecnológico, que torne seus produtos mais duráveis. Citamos a China a Índia e o Brasil, mas o correto seria citar todos os outros países também, mas estes são especiais por serem os três maiores potenciais de aumento de consumo no mundo. O grande equívoco é que estão buscando o mesmo desenvolvimento, e seguindo os passos dos países de primeiro mundo; numa época diferente, que exige estratégias diferentes. Se o mundo desenvolvido tivesse se deparado com os problemas que enfrentamos hoje, seu desenvolvimento teria sido diverso; mas ao contrário de hoje, havia recursos naturais em abundância, o que lhes facilitou muito seu sucesso.


Não é por isso que devemos chorar e ficar nos lamentando, o que precisamos fazer é racionalizar ainda mais esse falido sistema de produção consumista, aumentando a qualidade dos produtos, e adotando o meio circular de produção. Se não partirmos para esse caminho, chegaremos ao ponto em que a produção se inviabilizará pela excasses de matérias primas. Essas ficarão tão caras, que seus preços serão incontroláveis, chegando ao ponto de afetar a segurança da economia de vários países, e a sobrevivência de seus governos, que poderão partir para conflitos armados.


Agora vem o problema mais sério, uma questão desse tipo parece algo muito teórico, e poucos darão importância. Os homens têm o costume de tomar atitudes somente depois que o problema aparece, mas aí pode ser muito tarde. Basta lembrar da questão do ensino, todos sabem que é algo importante e indispensável, existe unanimidade quanto a isso; mas até hoje o ensino não ganhou toda a atenção que merece. A corrupção sempre fala mais alto, os desvios de recursos nunca foram controlados, esse cenário em nada vai mudar nas atuais circunstâncias. Portanto, falar em uma racionalização maior da produção, melhoria acentuada da qualidade de ensino, eliminação do sistema produtivo consumista e predatório; é uma grande utopia, que da forma com que somos governados hoje, jamais se transformará em verdade.


Somente a verdade pode fazer com que nossos ideais se transformem em verdade. Quando tivermos a segurança de saber se os compromissos de campanha e as prestações de contas são verdadeiros, poderemos construir o mundo que desejamos. Mas principalmente, apenas a verdade convencerá a grande elite da catástrofe que encontraremos adiante. E somente ela conseguirá convencê-los de que é possível mudar esses rumos. Afinal, produziremos bem menos, mas com um preço muito maior. O consumidor pagará mais caro, mas não precisará trocar toda hora de produto. No fim, não fará tanta diferença econômica, o que será mais valorizado será a tecnologia, a qual terá por trás nosso bem mais precioso, o capital humano, que será ainda mais valorizado também.


Logo, o problema não está em nossas empresas, que, pelo contrário, serão mais uma vez a solução; a deficiência está em seu processo produtivo. A grande empresa, desde que bem regulamentada, não prejudica o país, muito pelo contrário. Essas empresas conseguem baixar o custo do produto com a escala de sua produção, a concentração administrativa, de logística, de pesquisas tecnológicas, etc, proporcionando um maior rendimento naquilo que exploram. Quando vemos esses gigantes, não podemos esquecer de seus vários funcionários com excelentes salários, e de uma imensidão de sócios que dividem o lucro. É bem diferente do que ver ali apenas um empreendimento de um único dono, visando unicamente explorar mão de obra e venda de produtos. Assim, o que de fato necessita urgentemente passar por uma profunda mudança, é a racionalização técnica de sua produção; enquanto no governo, a racionalização administrativa.
Hoje enfrentamos várias crises pelo mundo inteiro, sejam militares ou econômicas. Porém, a origem de todas elas é uma só, a falta de confiança. Com a detecção de mentiras isso seria eliminado, reduzindo todo o tipo de tensão pelo planeta inteiro. O Brasil seria apenas a primeira peça, os outros países viriam conosco como num efeito dominó. Estaríamos abrindo as portas para várias moedas únicas regionais (Como a do Mercosul.), e talvez até mesmo mundial. Seria o primeiro passo para a ampla criação de bancos centrais independentes, controlando a economia de vários países. O início de uma época onde todas as empresas e cidadãos tivessem o livre trânsito para circular trabalhar e investir onde bem entendessem. A garantia de que tudo seria executado da forma mais correta e segura, observando os critérios de desenvolvimento sustentado, e o respeito à natureza. Daríamos adeus às crises financeiras, e aos conflitos como os do Oriente Médio, ou das Coréias. O mundo nunca mais seria o mesmo, e ao contrário do que muitos possam imaginar, os políticos seriam valorizados, recuperando todo o prestígio perdido, constituindo-se na classe mais nobre e importante dessa nova sociedade, que estaria encerrando a idade contemporânea.

Prezados colegas de partido

Depois dos últimos acontecimentos veiculados em rede nacional através do programa FANTÁSTICO da rede Globo de televisão, com aparecimento do DEPUTADO ZEZE NUNES PV, não sabendo responder a respeito das valor de R$ 100 mil para a chamada Verba Indenizatória, Aonde fica a ética do partido?

A instituição Partido Verde reponde pelos atos dos seus membros, mas não tem o condando de evitar que seus membros sejam isentos de cometer atos eticamente condenável. Em cada caso a instituição age na defe dos seus princípios. Por outro lado não podemos desconhecer que um Partido é uma obra humana e como tal sujeita a falhas.
O deputado Zezé Nunes é um destaco membro regional do nosso partido e estamos aguardando que ele possa explicar como funciona a verba indenizatória no Parlamento amapaense e qual é o grau de sua responsabilidade naquilo que não de acordo com a legislação. Sempre guardando as devidas cautelas para separar o que é fato daquilo que é versão.

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