Fundação Verde Herbert Daniel

O silício, o sertão nordestino Brasileiro e a desertificação

Solon Barrozo Barreto

Define-se o Sertão como um local onde o índice pluviométrico é baixo durante a maior parte do ano.
O Sertão Nordestino Brasileiro caracteriza-se por uma vegetação predominantemente baixa, de solo pouco espesso revestindo o grande escudo cristalino nordestino. O grande escudo cristalino é basicamente formado por rochas graníticas, migmatitos, gnaisses e xistos, ricas em silício, apresentando um teor em sílica acima de 45%.

Caberia aqui uma pergunta até certo ponto intrigante:

“O que tem o elemento químico silício, com o Sertão Nordestino Brasileiro, a desertificação?”
A resposta mais adequada a este questionamento é: que o silício é um dos grandes responsáveis pela escassez de água no sertão.

Para explicar o fenômeno, precisamos recorrer a conhecimentos pouco divulgados, tais como: campo de forças dos elementos químicos e energias sutis.

O quartzo, mineral muito rico em silício com um alto teor do elemento químico, quando fica próximo da água, propaga sua energia influenciando as suas propriedades. Esta água passa a ser denominada de água energizada ou AE. A energia absorvida pela água interfere na tensão superficial fazendo com que a molécula de água aumente de volume e, portanto reduzindo a densidade. O fenômeno fica bem evidenciado quando usamos o aparelho denominado de Temporizador de Gotas – TG usado para determinar a maior, ou menor intensidade de energia na AE.

O TG é formado por uma coluna de óleo de 70 cm, onde é cronometrado o tempo para uma gota da água a ser testada, percorrer a coluna de óleo. A diferença de tempo encontrada determina e faz distinguir um determinado tipo de água de outro.

O TG é um aparelho de extrema necessidade e precisão, capaz de distinguir e diferenciar um tipo de água de outro, inclusive para comparar se uma água está mais, ou menos energizada que a outra, ou, mais, ou menos densa. Colocando-se um seixo de quartzo dentro da água por 24 horas, ele altera as propriedades dessa água. Antes de colocar o seixo de quartzo dentro da água, o TG, apresenta o tempo para a gota de água percorrer a coluna de óleo de 70 cm, entre 7 e 8 seg. depois de passar 24 horas imerso na água, o tempo passa para maior que 13. A água diminui a coesão aumentando de volume, fica mais fluida e a partir daí a energia passa a se propagar pelo ambiente.

Conforme ficou comprovado com o TG, podemos comparar se uma rocha ou um mineral tem mais, ou menos energia que outro.

O escudo cristalino do Nordeste brasileiro formado por rochas ricas em quartzo e outros minerais ricos em silício tem, portanto, uma grande influência no índice pluviométrico da região, uma vez que as nuvens carregadas de água, ao se aproximar do grande escudo cristalino são energizadas, tal qual a água é energizada com a presença do quartzo no laboratório, aumenta de volume tornando-se menos densa, em conseqüência, ganha mais altura, deixando de se precipitar na região, sendo arrastadas pelos ventos para locais mais distantes.

Fenômeno idêntico é encontrado nos desertos e em regiões em processo de desertificação. Nos desertos, a grande quantidade de areias quartzosas se encarregam de energizar as nuvens carregadas de água, tornando-as mais volumosas e, portanto menos densas, ganham mais altura, impedindo a precipitação no local.

De posse desses conhecimentos, é importante que a humanidade tome conhecimento desse fenômeno e passe a proteger melhor o solo (para maiores informações, ler o livro “A farinha de rocha MB-4 e o solo” que está no nosso site). O quartzo e outros minerais ricos em silício são altamente resistentes, praticamente não se decompõem, permanecem intacto e a cada agressão ao solo, há perda desse valioso patrimônio da humanidade, único responsável pelos alimentos de todo ser vivo. Quando a desertificação avança, a área agricultável fica menor e em conseqüência diminui a capacidade de produção de alimento, logo, existe uma grande necessidade de proteger o solo, para que a vida tal qual a conhecemos hoje, permaneça por mais tempo na Terra.

Solon Barrozo Barreto é geólogo

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