Por Jânio Alberto Lima, presidente da ONG WW BrasilJANIO ALBERTO LIMA
Os Oceanos, esta vastidão de água, que cobre mais de dois terços do planeta, e que na nossa santa ignorância pensamos tratar-se de algo indestrutível e infinito, o que com certeza é total ignorância nossa, esta em pleno processo de esgotamento; A ONU (Organização das Nações Unidas), revela um estudo mais profundo sobre este bioma aquático, sobre os mares e constata através de dados científicos que estão em ruínas: Porque pescamos demais, produzimos lixo demais, esgoto demais e assim alterando todo o seu ecossistema. O mais estarrecedor é que não temos a mínima idéia do que ocorre em suas profundezas, pois as espécies marinhas não possuem internet, rádio, jornal, TV, ou qualquer outro meio de comunicação para expressar sua indignação e seus apelos aos bestas humanos.
Um navio de carga emite pelo estouro das bolhas que seus propulsores criam na água, ruídos de até 195 decibéis, imagine então o barulho produzido por 100 mil cargueiros, que cruzam os mares durante o ano inteiro; qual o problema? - é que os animais marinhos usam a audição, para encontrar o lugar de procriação, o parceiro sexual, a comida e locomover-se, enfim para quase tudo; cientistas concluíram que a baleia azul esta com sua audição 90% menor, ou seja esta ficando surda; a orca esta precisando gritar e produzir cantos mais longos para se fazer ouvir; inúmeras outras espécies aparecem mortas na beira da praia, devido a testes militares, com sonares submarinos – seus 235 decibéis causam hemorragia nos ouvidos e nos olhos destes atônitos e desprotegidos animais.
A pesca predatória atrás do atum-azul, é algo absurdo, pois no Japão, eles podem render até 10 mil cortes de sushi e sashimí mais caros do mundo, para o consumo de turistas desavisados e inconscientes, o que já leva esta espécie e a outras ao risco eminente de extinção; neste ritmo chegaremos ao colapso a todas as áreas de pesca do planeta em 2048, estas projeções são parte dos estudos estatísticos de Boris Worm, professor de conservação marinha de Dalhousie, no Canadá, que segundo o cientista, de 1900 até nossos dias dizimamos mais de 90% das espécies marinhas, através de redes perdidas no mar que continuam pescando e principalmente pela pesca predatória de arrasto, que devido ao tamanho e ao tipo de pesca não desejado, e servirem aos interesses dos pescadores são devolvidos ao mar agonizantes.
O desequilíbrio ecológico nos oceanos é uma triste realidade, predadores naturais desaparecem, o que causa o desequilíbrio das espécies marinhas, segundo Daniel Pauly, cientista Canadense, estamos comendo hoje, o que nossos avós usavam como isca.
Os animais marinhos sofrem muito com o lixo despejado no mar, tartarugas marinhas, peixes, entre outros engolem plástico junto com os moluscos, medusas e algas no grande sopão dos oceanos, o mais comum é morrerem de desnutrição, com o estômago de tão entulhado, ficam incapazes de digerir ou absorver nutrientes.
A extração de petróleo no mar também é um dos principais fatores de desequilíbrio entre as espécies, atingindo diretamente toda sua Biota, ou seja desde de organismos unicelulares até espécies de grande porte.
Devido ao consumo exagerado de medicamentos, ingeridos por nós os imbecis degradadores, intervimos fortemente no DNA das espécies aquáticas, através dos esgotos jogados direto no mar mudando toda a sua genética.
Enquanto escrevo este texto, milhares de espécies marinhas estão agonizando em alto mar, devido a ação deste que é o maior e mais destruidor das espécies do planeta que é o homem.
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Apoio pesquisa; Claudia Carmello