UMA OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO DO MARCO DE ENTENDIMENTO DA CRISE ATUAL
Para paulistanos, uma oportunidade: Segunda feira, 28 de setembro, 2009, às 19h0, no Goethe-Institut (Rua Lisboa, 974, 3296 7000) promove uma conferência do Filósofo, AXEL HONNETH, Diretor do Instituto de Pesquisas Sociais, berço da famosa “Escola de Frankfurt”. A matriz da Teoria Crítica, cujos expoentes, Adorno, Marcuse, Habermans e outros, articularam sua abordagem critica referenciada aos pensadores Hegel, Marx e Freud. A contraparte brasileira na mesa é o professor Marcelo Neves, da Faculdade de Direito da USP. O Filosofo Honneth produziu vários trabalhos: Crítica do poder. Estágios de reflexão de uma teoria social crítica. Luta por reconhecimento - A Gramática Moral dos Conflitos Sociais de 1992, este último lançado no Brasil (ver entrevista de Honneth no Caderno MAIS FSP, 27-09-09)
O expositor vai fundamentar o resgate da Teoria Crítica para o novo século a partir da idéia de uma ameaça social da razão no horizonte do pensamento contemporâneo. HONNETH fundamentará a idéia dos condicionamento e a base histórica da razão no processo histórico, e a probabilidade a sua ameaça unilateral por circunstâncias de natureza social. Segundo o release do GI se deduz que a primeira parte da palestra explicitará o cerne ético da idéia de uma racionalidade deficiente de sociedade presente na Teoria Crítica. Em seguida esboça, a partir deste eixo, uma analise de até que ponto o capitalismo pode ser compreendido como uma causa para a tal deformação da racionalidade social. Finalmente na terceira parte argumentará as ligações com a práxis, percebida no objetivo da superação do sofrimento da sociedade, causado pela racionalidade deficiente. O Filosofo em cada um dos três aspectos buscará uma linguagem que possa mostrar o significado desta abordagem para o presente.
As teses desenvolvidas por HONNETH parecem úteis como elementos de entendimento da atualidade e até do debate sobre um Projeto de Brasil Sustentável. Especialmente no referente na abordagem da dinâmica social e de conflitos por redistribuição na sociedade referenciado e fundamentado na Luta pelo Reconhecimento, ou seja, enfatizar “centralidade do conceito de reconhecimento” como fator que gera conflito social. Inclusive a demanda por maior participação na riqueza de uma sociedade visaria o “reconhecimento” de um beneficio desigualmente distribuído. Com isto introduz de fato uma “dimensão moral”, um “valor simbólico” nas lutas pela distribuição. No caso da estratégia da sustentabilidade social permitiria refletir sobre os aspectos de valores de “solidariedade”, “identidade”, “autoestima”, “respeito a diversidade” e a natureza, alem da dimensão meramente redistributiva da exploração irracional da natureza. Com “razão” se pode afirmar que sem uma boa e fundamentada teoria social não é possível estabelecer uma estratégia de mudança. Assim estes debates permitem momentos de reflexão para ação.
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