POEMA AO SOL
Peço ao Carlos Lieberenz a inscrição de Herman van Rompuy
No grupo Poetas Verdes avançando a luta no sentido da vida.
O presidente da União Européia prefere haicai que economia
Quando está em casa de bermuda, descalço, descamisado
Como um belga qualquer do mundo, diz a Deutsche Welle.
Em casa conversa em francês para ser mais romântico
Negocia sempre em inglês por necessidade de precisão
E escreve em flamengo para ter mais liberdade na palavra.
Não sei muito mais do que isso sobre Herman van Rompuy
A não ser que ele é também um personagem meio de cinema
Por estar sempre lendo filosofia nos intervalos das cerimônias
E por trocar informações ou cotações da Bolsa de Valores
Pelo oásis de ficar sozinho com as crianças da sua família
No fundo do quintal e do coração ouvindo passarinhos.
Nós que estamos indo à luta pelo futuro da vida do planeta
Precisamos mais de um homem comum do que um político
E mais ainda de um poeta que no caos agora da realidade
Possa de repente ter a utopia como última amante na noite
Sonha até fazer com a Europa um filho na manhã do mundo
Como se fosse mais um poema ao sol na natureza da Terra.
(Antº de Pádua Padinha, Brasil 2009)
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