Fundação Verde Herbert Daniel

por Andrew Dobson

Routledge, 4 ª edição, 2007, brochura


Pensamento Político Verde oferece uma introdução clara e reflexiva impressionante das "idéias verdes" e dos objetivos e as estratégias do movimento verde. O livro foi revisado e atualizado desde sua publicação original em 1990 para ter em conta as respostas aos argumentos das três primeiras edições. Dobson afirma enfaticamente que ecologismo deve ser considerado como uma ideologia política distinta. Ele discute a relação entre a ecologia e outras ideologias, nomeadamente o socialismo e o feminismo, a distinção entre radicais e tradições reformistas e como a mudança social verde pode ser provocada.

 

Exaltação ao Pensamento Político Verde 3°

"Este é o melhor texto escrito sobre este assunto. Escrupuloso, claro e imparcial, muito legível, e carrega toda a marca de uma inteligência lúcida envolvida. Pensamento Político Verde combina uma empatia como o Verdes para chegar com uma consistente análise de seus argumentos -. "Times Higher Education Supplement

"Este é um livro fascinante, embora perturbador. Se você achava que sabia do que a Política Verde tratava, os argumentos que contém provavelmente trarão uma surpresa. O autor define os argumentos de uma forma clara, oferece uma ampla gama de fontes necessárias".... e, apesar de ser obviamente comprometido com a 'causa’, não tem medo de criticar o movimento Verde, suas idéias e  estratégias, quando fala de política.


Caracterizações do Pensamento Político Verde 3°

“Em termos de padrão político, a fim de ajudar a distinguir o ecologismo de outras ideologias políticas, é útil examinar a afirmação generalizada verde de ir além do espectro político esquerda-direita:" “Ao clamar pelo ecológico, pela sociedade não violenta e justa, não exploradoras, os Verdes transcendem a extensão linear da esquerda para a direita. " (Spretnak e Capra, 1985).

Jonathan Porritt traduz isso em uma transcendência do capitalismo e do comunismo e observa que "o debate entre os protagonistas do capitalismo e do comunismo é tão edificante como o diálogo entre Tweedledee e Tweedledum, os gêmeos idênticos da ficção de Lewis Carroll. (Porritt, 1984).

A base para esta afirmação é que a partir de uma perspectiva ecocêntrica verde, as semelhanças entre o comunismo e o capitalismo ficam maiores do que suas diferenças:

 

Ambos são dedicados ao crescimento industrial, à expansão dos meios de produção, a uma ética materialista como o melhor meio de prover as necessidades das pessoas, e sem restrições ao desenvolvimento tecnológico. Ambas dependem de um aumento do centralismo e em grande escala, do controle burocrático e de coordenação. Do ponto de vista do estrito racionalismo científico, os dois insistem que o planeta está aí para ser conquistado, tão grande e maravilhosa é a auto-evidencia, que o fato de não se poder mensurar, não merece qualquer consideração. (Porritt, 1984)

                     

O nome geral dado a este modo de vida

é ” industrialismo ", que Porritt vai tão longe a ponto de

chamar de " super-ideologia " 

em que o comunismo e o capitalismo são inscritos,

e em outros lugares ele descreve como:

" adesão à crença de que as necessidades do ser humano

só podem ser satisfeitas através da expansão permanente

do processo de produção e consumo “.

                                                      (Em Goldsmith e Hildyard, 1986)                                            

Esta observação é fundamental para a ideologia verde, apontando para o foco do ataque à política contemporânea e ao modelo da sociedade - o industrialismo – e a afirmação de que  o ecologismo põe em causa os pressupostos com os quais temos vivido, há pelo menos, dois séculos.

   . . .

"Há agora uma afirmação perfeitamente respeitável a ser feita, a de que a política verde pode ser ligada a uma parte afluente de uma sociedade de serviços tecnológicos,.... esta é a política verde de purificadores de dióxido de carbono em chaminés industriais, aerossóis sem CFC e escapamentos de carros equipados com conversores catalíticos.... neste aspecto, a política verde não apresenta nenhum tipo de desafio ao consenso do final do século XX sobre a desejabilidade de constituir afluentes sociedades tecnológicas de serviços.

Mas a minha compreensão do significado histórico e radical da política verde é que constitui precisamente uma mudança, é nesses termos que eu vejo a política verde neste livro;... em primeiro lugar, de modo a manter uma imagem mais completa do movimento que acontece atualmente, em segundo lugar, para compreender melhor o desafio que se apresenta ao consenso dominante, e terceiro, para estabelecer ecologismo como uma ideologia política em seu próprio direito ".

. . .

"Qualquer uma das propostas de mudança... pedir-nos para alterar o nosso comportamento em determinados pontos da nossa vida diária e, em seguida, permitir-nos voltar ao insustentável tumulto. Não há nada inerentemente sustentável, por exemplo, no consumismo verde. ... é verdade que a pressão do consumidor ajudou a provocar uma redução do uso de CFCs em aerossóis. 

 

É verdade que a Body Shop irá oferecer-lhe perfumes exóticos e xampus em garrafas reutilizáveis, ​​e que não tenham sido testados em animais.  É verdade que podemos ajudar a prolongar a vida das florestas tropicais, resistindo à tentação de comprar assentos de toalete de mogno. Nenhuma dessas atividades deve ser menosprezada como ações para ajudar a salvar o meio ambiente, e elas são particularmente importantes na medida em que mostram que é possível fazer alguma coisa.

 

Contudo, a estratégia de focar o consumidor é, sem dúvida contraproducente num nível mais profundo de análise da sustentábilidade.

 

"Primeiro, ele não faz nada para enfrentar o ponto central que é a produção ilimitada e o consumo - não importa quão ecológicos - são impossíveis sustentar em um sistema limitado. A essência da estratégia mercantilista é um hino ao consumo:.... na sua contribuição para o folheto semanal Friends of the Earth Green Consumer ... eles pedem às pessoas para que “exercem seu poder de compra de forma responsável" em vez de recomendar menor freqüência e parcimônia no consumo....

 

Em segundo lugar, foi salientado que« há massas de pessoas que estão privados do direitos deste exercício de poder em virtude de não ter dinheiro para gastar "....

 

Em terceiro lugar, parte do movimento verde imaginam que criticar o consumismo como muito sujo e materialista, seja uma forma para nos conduzir com consciência para o referido objetivo de uma sociedade de "simplicidade voluntária"                                                                          

Mais uma vez somos forçados a reconhecer a diferença entre ambientalismo e ecologismo:.... a estratégia do consumismo verde, no seu apelo a mudar substancialmente, mas em conformidade com as estratégias atuais de produção e consumo ilimitado , é um ramo primitivo do último. "

. . .

"Neste aspecto, a Política Verdes não apresenta nenhum desafio ao consenso do século 21, da conveniência que a liderança ideológica mundial seja exercida pelas afluentes sociedades tecnológicas de serviços. 

Porém, meu entendimento sobre o significado histórico da Política Verde Estrita é justamente o desafio a esse consenso, e que perderemos de vista esse significado se nos conformarmos com aspectos apenas reformistas: um modo que privilegia a riqueza e a tecnologia agressiva, em vez de colocá-las em questionamento.

 

A Política Radicalmente Verde é muito mais favorável a uma interpretação alternativa do pós-industrialismo: uma economia descentralizada, seguindo na direção da não-idustrialização, contraditando a tendência dominante.                 Jonathan Porritt e Nicholoas Winner afirmaram que:

“O objetivo mais profundo da busca Verde,

representa nada menos que

uma revolução não violenta para derrubar a nossa poluidora

sociedade industrial, materialista e predadora,  

e substituí-la, criando nova economia e organização social,

que permitirá aos seres humanos

viver em harmonia com o planeta.

Nesses termos,

o Movimento Verde reivindica ser

a força política e cultural mais radical e importante

desde o surgimento do socialismo.”


É assim que eu vejo a política verde neste livro. Em primeiro lugar, de modo a manter em mente uma imagem mais completa do movimento do que é atualmente percebido; em segundo lugar, para compreender melhor o contraditório que se apresenta com o consenso dominante; e terceiro, estabelecer ecologismo como uma ideologia política em sua própria ética.


"Em certo sentido Porritt e Winner fazem um desfavor ao movimento por compararem a profundidade da sua contestação ao nascimento do socialismo. A diferença é que, pelo menos grande parte do trabalho intelectual do socialismo, já havia sido feito antes do momento em que entrou em cena. Teóricos liberais há muito tempo já tinham preparado o terreno para as chamadas de liberdade e igualdade, e o trabalho do socialismo como movimento político, foi pegar e articular as peças criadas pelo aparente fracasso do liberalismo em transformar teoria em prática.  

 

Neste sentido, a ala radical do movimento verde está em uma posição mais próxima à dos liberais antecessores do que dos pioneiros socialistas. Esta ala do movimento verde é formada por teóricos, que procuram pôr em termos operacionais toda uma ‘visão de mundo’ ainda em formação, em vez de operar com uma base teórica já consolidada.

 

"Em termos políticos convencionais, a fim de ajudar a distinguir o ecologismo de outras ideologias políticas, é útil examinar a afirmação generalizada entre os verdes de:

"Ir além do espectro político esquerda-direita:  Ao propor o ecológico, a sociedade não violenta, justa e sem explorações, os Verdes transcendem os restritos e lineares conceitos da esquerda e da direita. " (Spretnak e Capra, 1985).


Jonathan Porritt traduz isso em uma transcendência do capitalismo e do comunismo e observa que "o debate entre os protagonistas do capitalismo e do comunismo é tão edificante como o diálogo entre Tweedledee e Tweedledum, -os gêmeos da ficção do Lewis Carrol.” (Porritt, 1984).                                                                                              A base para esta afirmação é que a partir de uma perspectiva ecocêntrica verde, as semelhanças entre o comunismo e o capitalismo se tornam maiores do que suas diferenças:

"Ambos são dedicados ao crescimento industrial, à expansão dos meios de produção, a uma ética materialista como o melhor meio de suprir o conjunto das necessidades das pessoas, e sem restrições ao desenvolvimento tecnológico. Ambos contam com um aumento do centralismo e em grande escala com o controle e coordenação burocráticos.

Do ponto de vista do estrito racionalismo científico, ambos insistem que o planeta está aí para ser conquistado, tão grande e oportuna é essa evidência, que não tem nenhuma importância pensar em dimensionar os seus limites.” (Porritt, 1984)

 

“O nome geral dado a este modo de vida é industrialismo, que Porritt vai mais longe a ponto de chamar de super-ideologia em que o comunismo e o capitalismo estão contidos, em outros lugares ele descreve como "a adesão à crença de que as necessidades do ser humano só podem ser satisfeitas através da expansão permanente do processo de produção e consumo." (Em Goldsmith e Hildyard, 1986)

 

Esta observação é fundamental para a ideologia verde, apontando para o foco do ataque à política contemporânea e da sociedade - o industrialismo – e a afirmação de que o ecologismo coloca como alvo, os pressupostos sob os quais temos vivido, e sofrido suas conseqüências por pelo menos, dois séculos.


Os ecologistas salientam que o industrialismo destrói as próprias condições que o tornaram possível, através do consumo crescente de  um estoque finito de recursos, em um mundo que não dispõe de capacidade ilimitada para absorver os resíduos gerados pelo processo industrial.

 

Em alguns aspectos, podemos falar do movimento verde com propriedade, em termos de esquerda e direita, nas situações em que os termos que usamos para discutir a diferença entre os dois puderem ser facilmente aplicadas. Se, por exemplo, tomamos a igualdade e a hierarquia como características consideradas louváveis ​​dentro de esquerda e direita, respectivamente, o pensamento, então ecologismo é claramente de esquerda, defendendo as formas de igualitarismo de tratamento entre os seres humanos e entre seres humanos e outras espécies.

 

No entanto, para argumentar que a ecologia é inequivocamente de esquerda não é tão fácil. Por exemplo, a política verde é, em princípio, avessa á qualquer manipulação do mundo social e natural pelos seres humanos.

 

Desde a Revolução Francesa, tem sido um tema do pensamento de esquerda, que a existência de uma ordem natural das coisas, as quais os seres humanos devem respeitar sem alterar, é uma forma medieval de crendice, utilizada pela direita para assegurar e perenizar privilégios.                                                                                       

 

A esquerda sempre defendeu que o mundo está aí para ser refeito à imagem do 'homem' de acordo com os planos elaborados pelos "homens”, e no qual a única referência a uma ordem natural é um tipo de abstração atemporal e genérica.

 

A aspiração radical verde, de inserir o ser humano em seu lugar "apropriado" na ordem natural e gerar um sentimento de humildade diante disso. É claramente de direita, neste contexto.

Ecologistas só podem ser acusados de usar essa idéia para preservar a riqueza e os privilégios por critérios tendenciosos. Entretanto, a compreensão do lugar do ser humano em um mundo pré-ordenado e imensamente complexo onde nos intrometemos por nossa conta e risco, é um pensamento da direita.                                               

Joe Weston, escrevendo de uma perspectiva socialista, diz assim: "É evidente que a análise verde das questões ambientais e sociais está dentro do quadro geral da ideologia e da filosofia de direita.

“A crença nos ‘limites naturais’ para realização humana, a negação das divisões de classe e a visão romântica da ‘natureza’, todos são conceitos com raízes na divisão entre conservadores e liberais políticos”. (Weston, 1986). . .

. . .

Os Verdes afirmam transcender o capitalismo e o comunismo, na medida em que o ecologismo focaliza uma característica fundamental comum a ambos a industrialização, assim atraiu pesadas críticas formuladas pela esquerda.... Para os socialistas não há nenhuma batalha política mais importante a ser travada do que entre o capital e o trabalho, e qualquer política que afirma transcender esta batalha é vista com desconfiança.                                                                               

 

A idéia de que os interesses do capital e do trabalho, de alguma forma convergem, equivale a uma heresia ao fundamento socialista, ao seu projeto para libertar o trabalho do capital. Os interesses entre capital e trabalho evidentemente não são os mesmos, mas adotando o ponto de vista dos verdes, de que ambos estão inscritos na ideologia do super-industrialismo, faz concluir que eles convergem.

 

A origem da confusão, propõe Joe Weston, está na recusa do movimento verde em analisar a questão das classes na sociedade – o movimento verde argumenta que as divisões de classe tradicionais estão chegando ao fim e usa o conceito de 'sociedade industrial' - para distinguir a sociedade contemporânea do capitalismo ortodoxo; . . .

"Do ponto de vista  de Weston, não é por acaso que a tese “industrialismo”, do movimento verde, abandona uma análise de classe da sociedade, porquanto resulta em uma prática política baseada no pluralismo dos grupos de pressão. Neste sentido, não há diferença entre Daniel Bell e Porritt Jonathan.

Em primeiro lugar, o ataque de Porritt contra o industrialismo o impede de ver que o verdadeiro problema é o capitalismo;. Em segundo lugar, sua incapacidade de compreender que uma distinção conflituosa entre classes sociais anularia a estratégia dos grupos de pressão plurais, e em terceiro lugar - e provavelmente mais grave do ponto de vista socialista - ele não está atacando o capitalismo como deveria, mas contraditoriamente está contribuindo para a sua sobrevivência, desviando dele a crítica.

 

Assim, a crença da esquerda de que “não é possível transcender o capitalismo, enquanto o capitalismo ainda existe”, torna o socialismo incapaz de percepções das alternativas possíveis, que contrariem esse postulado dogmático.

. . .

A pedra fundamental da política radical verde é a crença de que nossa Terra finita coloca limites ao crescimento industrial. Esta finitude e a escassez que ela implica, é um artigo de fé para os ideólogos verde, e fornece o contexto principal em que qualquer projeto de uma possível sociedade verde deve ser desenhado. . . .


Nós agora temos os fundamentos do ecologismo estabelecidos. Nós discutimos a sua crítica da sociedade contemporânea, nós esboçamos as suas propostas para uma sociedade ecologicamente correta, e nós temos avaliado a sua abordagem para levar a uma sociedade assim. Afirmei que ecologismo é uma ideologia política nova, digna de atenção no novo milênio, a par com outras mais familiares, como o conservadorismo, liberalismo e socialismo. ... é natural querer comparar e contrastar essa nova ideologia com outras, com as quais procura confrontar.

 

Socialismo

No contexto do socialismo e do ataque vitorioso, lançado contra ele pela direita ao longo dos últimos 20 anos, a última coisa que o socialismo desejaria, é ver desafiado seu posto hegemônico na extremidade esquerda do espectro político.

Desde o princípio, as respostas para o movimento ambientalista que partiram da esquerda socialista, foram certamente hostis. Muitas vezes focadas na sua natureza de classe média, quer de modo a ilustrar a sua relevância marginal para a classe trabalhadora em particular e, portanto, para o socialismo em geral. Ou mais agressivamente, para estigmatizá-lo no papel de obstruir as batalhas fundamentais, que continuam a ser travadas entre capital e trabalho.

 

De qualquer maneira, o nascente movimento verde foi geralmente apresentado como um mero pontinho na tela da política radical, que provavelmente, desapareceria em breve e que, certamente, não tinha nada a dizer para a esquerda que valesse a pena ouvir.

Nas páginas a seguir iremos expor o que eu considero ser a principal crítica socialista da política verde, e depois mostrar as maneiras pelas quais os socialistas sensíveis à posição ecológica, têm reinterpretado sua própria tradição, de modo a acomodá-la.

. . .

Uma terceira divergência conceitual entre políticos socialistas e ecologistas pode ser encontrada nas disputas sobre a questão dos limites ao crescimento. De fato, o teste mais conclusivo para a compatibilização pretendida pela ecologia socialista, é ver quanto eles aceitaram o postulado fundamental verde, de que existem limites materiais ao crescimento produtivo.                                                                                          

Alguns o fizeram por completo e no processo parecem ter reavaliado de forma significativa o teor de seu socialismo. Rudolf Bahro, por exemplo, comentou quando ele ainda era um socialista, que achou "bastante atroz que existam marxistas que contestam a finitude da crosta explorável ​​da Terra" (1982). Nós sabemos agora que, Bahro adotando pensamentos como este, acabou por abandonar o socialismo totalmente.

 

A aceitação da posição verde de que há limites para o crescimento produtivo, pode ter repercussões consideráveis ​​no que diz respeito ao conteúdo do socialismo defendido pelos socialistas. Uma das repercussões que se destacam é repensar a tradição socialista, no sentido de rever as prioridades de alguns aspectos em detrimento de outros.

Como era presumível, o socialismo ecológico é descentralizado, não burocrático e não produtivista, quando é citado na maioria das vezes por autores como Williams. Os Socialistas Utópicos e William Morris são aqueles geralmente relembrados como prova de sua existência.

 

Índice do Pensamento Político Verde 3°

  1. PENSANDO SOBRE ECOLOGISMO
    Sociedades sustentáveis

    Razões para cuidar do meio ambiente

    Crise e suas conseqüências político-estratégica

    Universalidade e mudança social

    Lições da natureza

    Esquerda e direita: o comunismo e o capitalismo

    Especificidade histórica

    Conclusão
  2. FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS
    A hipótese de Gaia

    Ética: um código de conduta

    Ética: um estado de ser

    Antropocentrismo
  3. A SOCIEDADE SUSTENTÁVEL
    Limites do crescimento

    Posições possíveis

    Mais problemas com o crescimento

    Questionando o consumo

    Energia

    Comércio e as viagens

    Trabalho

    Biorregionalismo

    Agricultura

    Diversidade

    Descentralização e seus limites
  4. ESTRATÉGIAS PARA A MUDANÇA VERDE
    Democracia e autoritarismo

    Ação através e ao redor do legislador

    Estilo de Vida

    Comunidades

    A ação direta

    Classe

    Conclusão
  5. ECOLOGISMO E OUTRAS IDEOLOGIAS
    Liberalismo

    Conservadorismo

    Socialismo

    Feminismo

Fonte em ingles: http://www.ecobooks.com/books/politics.htm

Versão livre do original em inglês (no link)                                                                       

Agradeço qualquer crítica ou comentário que traga esclarecimento, correção, reflexão ou desenvolvimento das idéias do autor que, tentei traduzir da forma mais precisa possível. São conceitos com os quais me identifico e considerei importante divulgar.

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